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Semba · Música original em portuguêsOriginal music sung in Portuguese

Filho Emigrante

Semba de Kizomba & Afro House — Victor BarrosSemba by Kizomba & Afro House — Victor Barros

Filho Emigrante

A história da cançãoThe story behind the song

Uma mãe em Luanda acorda antes do sol, põe o café no fogão e fica ao lado do telefone. O filho partiu para Lisboa "para voltar rico". Ela sonha que ele volta com os netos pela mão, e à noite dança sozinha na cozinha ao som do semba antigo, como se dançasse com ele.

Para todas as mães que esperam, e para todos os filhos que estão longe: liga à tua mãe hoje.

A storytelling Angolan semba about a mother whose son emigrated to Lisbon. She waits by the phone every morning, dreams he comes home with her grandchildren, and dances alone in the kitchen to old semba. For every mother who waits, and every child far from home: call your mom.

LetraLyrics

[Verso 1]
Acordo cedo, ainda escuro, ponho o café no fogão
A tua cadeira ali no canto guarda o calor da tua mão
Partiste num avião de março com uma mala e um sonho
Disseste "mãe, eu volto rico" e eu fiquei com o coração na mão

[Pré-Refrão]
E o telefone na mesa, quieto como uma oração
Cada vez que ele toca, salta-me o coração

[Refrão]
Filho, filho emigrante, liga à tua mãe
Lisboa é tão distante, mas o amor não tem
Fronteira nem bilhete, nem papel de imigração
Filho, filho emigrante, estás no meu coração

[Verso 2]
Mandas dinheiro todo mês, mas eu queria era a tua voz
O teu irmão já tem bigode, o teu pai já ficou só com nós
Os vizinhos perguntam "e o miúdo?", eu digo "está a trabalhar"
Mas à noite olho a foto e não paro de chorar

[Ponte]
Não quero ouro, não quero casa nova
Quero o teu abraço à porta, quero a tua sombra
Na varanda ao fim da tarde, como antes, só nós dois
Volta, filho, volta, antes que seja depois

[Refrão]

[Verso 3]
Ontem sonhei que tu chegavas com os teus filhos pela mão
O mais pequeno tinha os teus olhos, e chamava-me de avó no portão
Acordei com a almofada molhada e o rádio a tocar semba antigo
Dancei sozinha na cozinha, fingindo que dançava contigo

[Refrão final]
Filho, filho emigrante, liga à tua mãe
Lisboa é tão distante, mas o amor não tem
Fronteira nem bilhete, nem papel de imigração
Filho, filho emigrante, estás no meu coração

Volta, filho, volta
Estás no meu coração

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